Contam ao mais velhos que o local sempre foi castigado por anos e anos de seca, e uma Vertente de água salobra era a salvação para muitas pessoas que moravam nas proximidades e até alguns quilômetros e distância da cacimba.
Um homem chamado Lério resolveu construir, a sua casa junto ao local da água onde conservavam a vertente sempre limpa minando o precioso liquido para quem viesse buscá-lo.
Um certo dia caravana de ciganos que passava por ali, pediu pousada e o Sr. Lérico prontamente cedeu o local, onde descansaram, deram água aos animais e partiram, deixando uma jovem cigana apaixonada por Lério que também correspondeu ao seu amor.
Casaram-se e fizeram o local o seu lar, construíram uma casinha a sombra da gameleira e junto a vertente de água sempre limpa a espera de alguém para saciar a sede.
Por volta de década de 1880, uma grande seca, assolou a região e pessoas que moravam a vários quilômetros de distância da "Vertente do Lério", vinham a ela abastecer-se. E quando se encontravam diziam uns aos outros: -De onde vem essa água? -Da Vertente do Lério.
E assim, à sombra frondosa da gameleira, embalado pelo amor de uma cigana nasce o município de Vertente do Lério
Vertente do Lério
Som das águas que embalou
Vertente linda flor
Berço glorioso de amor
Terra querida Deus
Já te abençoou
Os riachos que te cortam
Ao banhar-te de beleza
No seu murmurar
Tuas pontes tão faladas
Se guarda aos filhos teus
Vertente do Lério
Terra dos minerais
O esplendor de fé resume
De milagres e amor, terra de paz.
Vertente do Lério
Minha cidade bela
Vertente linda flor
Há na alma de teu povo
Um requinte novo
De glória de valor.
Tens de fé teus lindos templos
Na beleza dos teus campos
No valor dos filhos teus
És de graças um alto fé.
Vertente do Lério
Terra dos minerais
O esplendor de fé resume
De milagres e amor, terra de paz.