Entre suas devoções, Dona Joaninha, esposa do Coronel David Jacinto, costumava celebrar emsua residência a festa da IMACULADA CONCEIÇÃO que consistia numa novena encerrada com procissão e realização da Santa Missa no dia 08 de dezembro. O vigário que a celebrava era o padre Manuel Firmino que sugeriu a idéia de se construir uma capela naquele local. Dado por aceito, os senhores David Jacinto e Manuel Gomes de Sá, doaram o terreno para o patrimônio, mais precisamente no dia 25 de dezembro de 1916 após celebração da missa do NATAL.
Logo no domingo seguinte (1º domingo de 1917) o povo da redondeza iniciou o transporte do material para construção da referida capela e aconteceu também nesse dia a realização da primeira feira. Estava lançada a pedra fundamental de uma nova povoação, que recebeu no nome de BEZERROS por motivo de pertencer a terrenos da fazenda do mesmo nome. Com a conclusão da construção da Capela o padre Manuel Firmino pediu que a mesma tivesse como padroeira NOSSA SENHORA DO PERPETUO DO SOCORRO, a quem dedicava grande devoção. A imagem da Padroeira chegou a Capela no dia 08 de dezembro de 1918.
Com o passar dos anos o Coronel David Jacinto, confiou o comando do Povoado ao seu cunhado José Tavares de Sá (filho de Cirilo Gomes) o qual com seu apoio dirigiu a comunidade com muita paz e prosperidade, sendo substituído posteriormente por seu filho Joaquim Tavares de Sá
Verdejante trabalha confiando
Num futuro cheio de grandeza
O seu passo aos poucos vai mudando
Nosso ideal mostra sua nobreza
Vai sentir-se intrépido altaneiro
Envolvido na brisa corrente
O seu povo sempre hospitaleiro
Na luta caminha fremente.
Verdejante sempre a renascer
Novos rumos queremos lhe dar
Sempre juntos a lhe ver crescer
A vitória vamos alcançar.
O passado em nosso coração
Implantado, gravado ficou
A cultura simboliza a união
Que seu braço tão forte deixou
Destemidos buscando o horizonte
Ampliado pela nossa mão
Com o suor escorrido da fronte
Salpicamos o seu coração.
Nestas plagas coração do Sertão
Brilha o sol refletido no regato
A encantar com seu raio a solidão
A mostrar com lustre o seu retrato
Vai sentindo mais humanidade
Sempre olhando o alto e claro céu
Busca em tudo a luz uma verdade
Em teu seio, pra todos lauréu.