Em 1700, a área onde hoje se situa a cidade de Serra Talhada era uma fazenda de criação, pertencente ao português Agostinho Nunes de Magalhães. A propriedade era chamada de Serra Talhada em virtude de uma montanha próxima à sede, a qual é uma ramificação do sistema de montanhas da Borborema, de formação granítica, tendo uma das suas vertentes como que cortada à prumo.
Agostinho Nunes de Magalhães com o auxilio do povo ergueu uma igreja sob a invocação de Nossa Senhora da Penha, dando-lhe o patrimônio.
Serra Talhada, na época conhecida como Vila Bela, teve seu crescimento bastante beneficiado, em virtude de estar localizada no cruzamento das estradas da Ribeira do Pajeú à margem do São Francisco e cortada pelas estradas de Cairí Novo (CE) e do Piancó (PB), entre outras. Afora estes beneficiamentos, o seu crescimento melhor se concretizou pela facilidade de água potável.
A 18 de abril de 1838, por força da lei provincial nº 52, teve o distrito criado, todavia ainda pertencente ao município de Flores. Após alguns anos, pela lei provincial nº 280, de 6 de de maio de 1851, foi estabelecido o município de Vila Bela, tendo sido instalado e recém-criado município a 9 de setembro de 1851.
Por efeito do decreto-lei estadual nº 235, de 9 dezembro de 1938, o município de Vila Bela passou a denominar-se Serra Talhada.
Serra Talhada hoje é conhecida como a Capital do Xaxado. Tendo vários grupos de Dança onde se ensina o xaxado que era o ritmo de dança efetuada na época do cangaço, no qual se destacou Virgulino Ferreira vulgo Vampião, filho de Serra Talhada.
Datas comemorativas: 06/05 (Emancipação PolÍtica) e 08/09 (Padroeira do município Nossa Senhora da Penha)
Rosa do Sertão rude e agreste
Perdida no seio do Nordeste
À margem arenosa do rio Pajeú
Entre a flor singela do mandacaru.
Qual um novo oásis florescente
Do nosso sertão vasto e ardente
Todo viandante abriga a cidade
E dás confiança, carinho e amizade.
És ó Vila, pequenina, porém bela!
Junto ao rio que te beija com ardor
Destas plagas sertanejas, agreste flor.
E à luz do sol tropical
De princesa do Sertão tens o título real;
Vila Bela, ó querida Vila Bela!
Branco ninho de verduras engastadas
Ao sopé da rude Serra Talhada
Do granito do sertão.
E de Pernambuco és
Certamente o coração!
E de Pernambuco és
Certamente o coração!