Como outras comunidades do Vale do São Francisco, Santa Maria da Boa Vista foi inicialmente uma fazenda de gado do domínio de GarciaD`Ávila. No processo sucessório aparece a seguir a família Brandão, com uma propriedade denominada "Fazenda Volta", certamente fazendo alusão à curva que o São Francisco apresenta no local. Sabe-se também que em 1672 havia várias aldeias índigenas na região, destacando-se dos Coripós na ilha de Santa Maria e dos Cariris na ilha do Aracapá.
A paróquia foi criada por ato da Mesa da Consciência e Ordenas de 30 de janeiro de 1672, sendo instalada em 14 de agosto do ano seguinte, tendo como padroeira Santa Maria, sob invocação da Imaculada Conceição. Pertenceu inicialmente à Diocese de Olinda, posteriormente às Pesqueira e Floresta, e finalmente à de Petrolina. Seu primeiro vigário foi o Pe. Ezequiel Gameira, sendo Frei Anastácio d`Audierne o primeiro sacerdote a desembarcar na região. Outros missionários que atuaram no município, naquela época, foram François Danfront, Boaventura, Frei Martin de Nantes e Frei Apolinário.
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Nesta margem feliz do grande rio
Boa Vista surgiu e vai assim...
Do sertão ao calor do sol bravio
Do trabalho visando ao nobre fim.
É nossa terra
É nossa gente
Aqui se encerra o amor ardente
Dos nossos pais
Das mães queridas
Padrões reais das nossas vidas
Seus brasões são o nome muito honrado
Das antigas famílias que gerou
Sua glória é saber que no passado
Seu futuro de paz tem um penhor.
No seu nome se exalta a virgem santa
Divinal padroeira do lugar.
Lá na serra o cruzeiro se levanta
Ao Brasil, nossa fé a proclamar.
Sua história no bem será contada
Pela fibra tenaz dos filhos seus
No seu sucesso da luta pela vida
Do civismo colhendo seus troféus.