Primitivamente, nos fins do século XVIII, Salgadinho era uma fazenda pertencentes à família Alves Camelo, seus primeiros habitantes.
Dando evasão ao seu espírito religioso, o patriarca da família, João Idelfonso Alves Camelo, mandou construir nos idos de 1780 uma igrejinha sob a invocação de Nossa Senhora das Dores, onde colocou sobre o altar uma imagem da pedra, medindo 1,5 m de altura.
Como a maioria dos município brasileiros, Salgadinho tem também a sua lenda sobre a criação. Construída a igrejinha, faltava-lhe o sino. O seu construtor pensava em mandar um membro de sua família ao Recife para comprar o sino que faltava. Mas isto não foi preciso porque um milagre se operou.
Conta a lenda, que um dia um comboio de burros carregados, que voltavam da capital, surge em frente a Casa Grande da Fazenda e da citada igrejinha, onde debaixo de uma grande árvore os tropeiros pararam para descansar os animais. Após um longo descanso, preparavam-se os tropeiros para a partida, quando ao recarregarem os animais, notaram que, um pequeno sino por eles trazidos, havia aumentado tanto de peso que todos aqueles homens não tiveram, força suficiente para colocar o mesmo no lombo do animal e levá-lo ao seu lugar de destino.
Depois de muitos esforços, o chefe da tropa decidiu partir sem levar o sino, reconhecendo que havia ali acontecido um milagre, e o vendeu ao chefe da família Alves Camelo. Após a partida do comboio, uma pessoa, por curiosidade, tentou remover o sino, o que fez sem nenhuma dificuldade. Levantou-o pondo-o na cabeça e conduziu para a igrejinha, ao redor da qual foi se formando uma comunidade.
Quem contempla colina sagrada,
Que de longe atrai nosso olhar,
Reconhece, terra abençoada,
Que do mundo és o melhor lugar.
Tangerinos, criadores, tropeiros,
Pioneiros no nosso torrão.
Pelas margens do Capibaribe,
Desbravaram esta região.
Terra, terra,
Salgadinho, oh terra natal.
Nosso peito está cheio de afeto e fervor,
De carinho e amor filial.
Esses campos nos lembram esperança;
O cruzeiro, a fé no senhor.
Cada homem, mulher e criança,
Cada jovem, um raro valor.
No trabalho, na luta da vida,
Nossa gente é exemplo a seguir.
Que nas plagas da terra querida
Brilhe o sol de um novo porvir.
Terra, terra,
Salgadinho, oh terra natal.
Nosso peito está cheio de afeto e fervor,
De carinho e amor filial.
Essas fontes são mais que saúde,
São divisas, turismo e lazer.
Nossas águas dão mais juventude.
Preservá-las é nosso dever.
As areias macias do rio,
Cachoeiras em seu soluçar,
O relevo de alegre feitio,
Salgadinho é poema sem par.
Terra, terra,
Salgadinho, oh terra natal.
Nosso peito está cheio de afeto e fervor,
De carinho e amor filial.