Segundo tradição corrente em Petrolina, o território teria sido desbravado primeiramente por frades franciscanos, sabendo-se que o local em que está situada a Cidade agasalhara a sede de uma fazenda de criação de gado.
Por volta de 1840, não existia ainda o povoado. Passagem obrigatória de boiadeiros ou negociantes do interior de Pernambuco, Piauí ou Ceará, constituía o local ponto de convergência para a travessia do São Francisco, em direção à Bahia, do que resultou a formação de Petrolina, de um lado do rio, e de Juazeiro na margem oposta. A travessia era conhecida como "Passagem do Juazeiro".
Foi o capuchinho italiano Frei Henrique quem aí deu início às prédicas religiosas, a pedido do então vigário de Boa Vista, padre Manoel Joaquim da Silva, e cuidou de erigir no local uma capela, sob a invocação de Santa Maria Rainha dos Anjos, em 1858. A construção foi concluída em 1860.
Tendo em vista a grande extensão do território a seu cargo, o pároco solicitou do bispo Diocesano, D. João da Purificação Marques Perdigão, que apresentasse à Assembléia da Província pedido para ser dividida a freguesia, no que foi atendido através da Lei n.º 530, de 7 de junho de 1862, que elevou Petrolina à categoria de freguesia.
O topônimo encerra ao que se supõe, uma homenagem a D. Pedro II.
Petrolina, nasceste à luz
E aos fulgores do sol nordestino,
Sob o signo potente da cruz,
Tendo a Fé a apontar teu destino.
Do progresso seguiste o caminho,
Consciente visando o futuro.
E ergueste, com força e carinho
A Instrução como facho no escuro.
Petrolina, tu és a Princesa
Do Sertão, portentoso luzeiro
E ostentas laurel de grandeza
Sobre a margem do rio altaneiro.
Tua gente ordeira, pacata,
Ao estranho recebe com amor,
Numa faina cortês, que é nata,
Ao abrir-lhe do peito o ardor.
Não importa ser rico ou ser pobre,
Todos gozam da mesma atenção,
E num gesto humano, que é nobre,
Dá a todos o seu coração.
Petrolina, tu és a Princesa, etc
Dom Malan te rasgou as entranhas,
No teu seio plantando o progresso,
Sementeira de forças estranhas,
Que gerou, de repente, o sucesso.
E tu marchas de fronte erguida
Na conquista real do amanhã,
Do amanhã que é fonte de vida
E escrínio de Glória louçã.
Petrolina, tu és a Princesa, etc
No teu sangue fervilha a bravura
Que exprime o valor do Vaqueiro
Qual a fama que ainda perdura
Do estoico labor do Remeiro.
Com um raio fulgindo no espaço,
Teu olhar ao caboclo seduz
E o faz triunfar no regaço
Destas plagas banhadas de Luz.
Petrolina, tu és a Princesa, etc