Lajedo é a cidade mais jovem da Região do Agreste. Seu nome deriva dos muitos lajeiros existentes nas suas proximidades, medindo uma área de dois hectares, mais ou menos, chamados "Caldeirões", servindo para abastecer d'água, temporariamente, a população. Sua fundação data do ano de 1852. Naquela época, era apenas uma propriedade denominada Lajeiro e pertencia ao Senhor Vicente Ferreira da Silva, abastado criador de bovinos e caprinos, procedentes do vizinho município de Altinho. A aludida propriedade já estava administrativamente subordinada a Canhotinho. Por iniciativa de um filho do Sr. Vicente Ferreira, de nome José Ferreira da Silva, mais conhecido por Barão Cazuza, foi construída a primeira casa da localidade (prédio em que funciona hoje a Farmácia Santo Antônio), em frente a uma frondosa gameleira, que logo veio a servir de "mercado" na pequenina feira criada por pessoas da família e proprietários vizinhos.
Tempos depois, com a ajuda de parentes e vizinhos, o Barão Cazuza mandou construir uma Casa de Oração tendo como orago Santo Antônio de Pádua, o que motivou, em poucos anos, um agrupamento de casas e passou a chamar-se "Lajeiro de Santo Antônio" e, depois, Lajeado, nome atual. A primeira missa foi celebrada na Casa de Oração pelo padre João José do Divino Espírito Santo. Com as festas que promoviam em honra ao Santo padroeiro e com o tino administrativo do Barão Cazuza, foi o pequeno povoado aumentando e se projetando na vida econômica do município.
Sobre a gleba do Agreste eis, ufana,
Despertando ao fragor das pedreiras,
Em promessas viris e altaneiras
Quando em jorros de luz se inflama.
É Lajedo esculpida na penha
Sob o sol de escaldante verão
Cujos sons reboando nas brenhas
No risonho porvir se ouvirão.
Forte e brava escreveu tua gente
Com vigor e denodo esta história
De renúncia, conquista e de glória
Que nas lides do agora é presente.
É Lajedo de humildes obreiros
Que a vileza servil não corrói,
Povo probo de olhar sobranceiro,
De almas simples e fibras de herói.
Do progresso és visão de grandeza,
Do saber és gentil guardiã
Dando aos teus a mais pura certeza
De feliz, venturoso amanhã.
É Lajedo do livro e do malho,
Da escola que ilustra e seduz,
Do fecundo suor do trabalho
Transmudado em searas de luz!
Tens no céu que em ti se alcandora
Refulgente de graça o Cruzeiro...
E é nas asas do vento que aflora,
Como em prece, a canção dos coqueiros.
É Lajedo poesia na rocha!
É Lajedo cantata e louvor
Onde o lírio da paz desabrocha,
É Lajedo epopéia de amor!