O início o povoado não é conhecido. Acredita-se, entretanto, que teve origem com o advento de levas de trabalhadores em demanda às terras de cana-de-açúcar, os quais foram se aglomerando em torno das habitações isoladas dos engenhos Pumaty, Boa Vista e Cuiabá, construindo palhoças, casas, a tradicional capela , tendo à frente o caboclo José Maria da Rocha, que servia de porta-voz dos interesses do povo. Inicialmente, o povoado se denominava Preguiça, pela circunstância de haver nessa região muitas "imbaúbas" ou "paude-preguiça, resultado daí o nome, embora o Dicionário Xorográfico, Histórico e Estatístico de Pernambuco, afirme que o nome Preguiça prende-se ao fato de a feira-livre, no povoado, ocorrer às segundas-feiras, que vulgarmente chamam dia da preguiça.
A povoação cresceu e prosperou, transformando-se poucos anos depois no segundo distrito de Palmares, graças aos esforços de seus habitantes que arduamente trabalhavam para engrandecê-lo. Entre as pessoas que concorreram para mudança no nome local, destacam-se Vicente Afonso de Melo, agricultor inteligente. Dr. João de Oliveira, proprietário da Usina de Pumaty, além de D. Luiz de Brito, que em visita pastoral no ano de 1903, pediu que homenagem ao grande brasileiro, Joaquim Nabuco, daquele momento em diante, passasse Preguiça a ter essa denominação. Conduzindo o apelo do povo às autoridades competentes, elas o ratificara.
Gentílico: nabuquense
Joaquim Nabuco terra tão formosa,
Que vive sempre em franca evolução,
Só pelo nome é terra grandiosa,
Por isto imponho até veneração
Se foi "Preguiça" em tempo já passado,
Depois que em município se tornou,
Glorificado um vulto ao nome deste Estado,
Do mesmo vulto o nome consagrou
Deram-lhe o nome de Joaquim Nabuco,
Desse ilustre e grande brasileiro,
Que sendo filho, aqui de Pernambuco,
Da pátria se tornou vasto luzeiro
A natureza, pródiga em bonança,
Aqui refuge nos canaviais,
Que vestidos de verde da esperança,
Simbolizam riqueza por demais
E a cada antigo engenho plasma,
agora A lembrança da velha fidalguia,
Que em todos eles mourejando outrora,
Alicerçou a nossa economia
Salve o torrão que pelo próprio nome,
Bem expressa a grandeza que detém,
E salve o solo que criou renome,
Por esse patrimônio que hoje tem.