Em 1926, a construção da Estrada de Ferro Petrolina/Tersina alcançou a fazenda Inveja, atraindo para aquela localidade pessoas de outras regiões e, também, de área adjacentes, que vinham em busca de trabalho na rede ferroviária, ou procuravam estabelecer-se no comércio.
Por essa época, fazia pregações missionárias na região o capuchinho Frei Fortunato, que a 31 de junho de 1927 rezou a 1º missa e lançou a "Pedra do Curzeiro", no local onde posteriormente edificou a igreja. Frei Fortunato aconselhou os moradores a mudarem o nome da nova povoação para São João.
A fazenda Inveja, que inicialmente pertenceu a Francisco Rodrigues da Silva, foi a seguir vendida a Francisco Rodrigues Coelho, recebeu, ao se tornar povoado, o topônimo de São João. Em 1928, com a inauguração da estação ferroviária, o povoado ficou conhecido pela denominação de São João de Afrânio, que juntamente com os também engenheiros,
Mário Leite e Cristovão Pereira de Souza, dirigia os trabalhos de construção ferrovia.
Entre vales bem no alto da serra
Tu te ergues cidade altaneira
Linda Flor és o orgulho da terra
Dessa imensa Nação Brasileira!
Sobre o Cristo de braços abertos
Se desdobra num manto de luz
Este céu que parece tão perto
Do caminho que a Deus nos conduz
Gravatá tu és bela e gentil
Por teus filhos serás sempre amada
Rica jóia do nosso Brasil
Ter no berço cidade encantada
Registrando um passado de glória
Tu viveste o episodio real
Foi Campelo este vulto da historia
Quem te fez imortal, imortal!
De Justino o audaz cavaleiro
Que um dia em teu solo pisou
Recebemos felizes herdeiros
A herança da paz que ficou!
Gravatá tu és bela e gentil
Por teus filhos serás sempre amada
Rica jóia do nosso Brasil
Ter no berço cidade encantada