As origens históricas do rico florescente município da Escada, remotendo-se a um aldeia de índios das tribos Meriquitos. Potiguares e Tabaiares, fundada em época muito remota, porém existentes em 1685, com a denominação de Aldeia de Nossa Senhora da Escada de Ipojuca. O Governador da província de Pernambuco, João da Costa Souto Maior, escreveu uma carta ao sargento-mor, comandante da Aldeia, determinado-lhe que fizesse os índios abandonarem o mato para se recolherem aos ranchos de Aldeia, continuassem com as obras da igreja e cuidassem da lavoura, ao mesmo tempo o Governador dava várias instruções sobre o bom regime moral e vida cristã dos índios. Situada a Aldeia à margem esquerda do rio Ipojuca, na distância de 10 léguas da praça do Recife e incumbia aos padres da Madre de Deus a direção espiritual dos índios, reza a tradição, que erigiram logo aqueles padres um oratório no alto da colina ao redor da qual estendia-se o aldeiamento, para cuja subida executaram uma escala de degraus cavados na argila e que desta circunstância vem a denominação de Nossa Senhora da Escada dada à Padroeira do Oratório, apesar de ter ela a inovação de Nossa Senhora da Apresentação. Em 1757, segundo relata Sebastião Galvão, tendo em vista documentos vários, observa-se que a Aldeia já era Povoação. Aumentando dia a dia a população vários. Aumentando dia a dia a população do povoado, não apenas de índios, mas de colonos que, para ali acorriam em busca de amanho de terras tão férteis.
Despontaste audaz e alvissareira
Ó inefável, cidade hospitaleira.
O teu nome Escada enaltece
O teu povo e a Pátria Brasileira.
Despontasfe audaz e alvissareira
Ó inefável, cidade hospitaleira.
Tuas ínvias matas verdejantes
O fulgor e limpidez do teu rio
Os primórdios irmãos ameríndios
Da lembrança, a bravura e o brio.
Os barões, engenhos e casarios
Belas paisagens de canaviais
Para orgulho dos nossos ancestrais
Foste Princesa dos Canaviais.
Tua história ostenta conquistas
Um passado de luta e vitória.
E também tu tiveste momentos
De infortúnio em tua trajetória.
Ouves logo o brado do teu povo
Destemido e cheio de clamor.
Que anseia um progresso contínuo
E recrudesça assaz o labor.
Ó insigne cidade que apraz,
de outrora guardas a memória.
cujo tempo não apaga jamais,
tua história, tradição e glória.