Divididas que foram as terras da região em sesmarias, fez o Imperador D. Pedro II doaçào departe delas ao Senador Álvaro Barbalho Uchoa Cavalcanti, que as vendeu com o passar dos anos. Vem daí o aparecimento dos primeiros sítios e engenhos e início da cultura da cana-de-açucar. Não obstante, a formação do núcleo populacional que viria a transforma-se no atual município de Catende, teve início a 21 de outubro de 1863 com a chegada à região do capitão Levino do Rêgo Barros, que em 1874 realizava a primeira feira no local. Foi este o primeiro passo para consolidação do núcleo, determinando a vinda de novos elementos que ali foram fixando residência. Mais ou menos em 1887, chegou à região a Estrada de Ferro do Sul e Pernambuco, obetendo o capitão Levino, depois da ingentes esforços, fosse a estação ferroviária aí construída. A partir de então o desenvolvimento foi crescente.
Há duas versões quanto ao significado do nome Catende – corrutela de "Katendi", do africano ou "Caa tendi", na linguagem indígena, "caa" mato, "tendi" baboso. "Tendi", na linguagem indígena ainda pode significar pulga do mato ou o que resplandece, que reluz, que tem brilho, quanto teria a significação de "mato brilhante". Segundo alguns entendidos esta é a significação prevalente, considerando-se a beleza poética que envolvia, geralmente, os nomes dos engenhos àquela época. Primitivamente, o engenho Catento chamou-se "Milagre da Conceição".
A bandeira desfraldemos
Batalhão de voluntários
Que a marchar tem nas fileiras
Estudantes, operários
Instrução e braço forte
Grande estirpe, nobre porte
Do progresso tributários (2x)
Povo da tranquilidade
Do trabalho, que viceja
Do sorriso, da Escola
Do esporte e da Igreja
A cantar seu estribilho
Uma voz em cada filho
Catende, Catende
Bendito, Bendito seja (2x)
Se nos campos abundantes
A riqueza verde aflora
Na cidade range o dente
Da moenda que a devora
Transformando em sangue doce
O alimento que nos trouxe
O camponês da nossa flora (2x)