O município de Carpina começou a ser povoado a partir da segunda metade do século XVII, por exploradores de pau-brasil e criadores de gado. As atividades econômicas se ampliaram com a implantação dos engenhos para fabrico de açúcar e consequente desenvolvimento das culturaas de subsistência.
Com a construção da linha férrea para limoeiro, inaugurada em 1882, Chão do Carpina ganhou uma estação intermediária. A vila recebeu, posteriormente o nome de Floresta dos Leões que, também, foi transferido à cidade, permanecendo assim por mais de cinqüenta anos, até voltar ao nome primitivo.
O crescimento da vila se deu em virtude de vários fatores, destacando-se a salubridade do clima; a proximidade e a facilidade de condução para a Capital da Província. Em face dessas vantagens várias famílias do Recife, na primeira metade do século XX, se estabeleciam ali durante o veraneio.
A origem do topônimo foi motivada pela presença por volta de 1822, de um tanoeiro de nome Martinho Francisco de Andrade Lima que residia numa clã, a quem os almocreves o chamavam de "Campina".
Longo tempo vivi dominada
E afinal os grilhões rebentei
Nos lampejos de minha alvorada
Tive apenas as bênçãos da lei.
Eu sentia ter seiva na vida
Com meus passos queria machar
Mas a fronte trazendo abatida
Era apenas floresta vulgar.
Ontem escreva embora
Hoje liberta sou
Pois felizmente agora
Meu progresso raiou.
Ante o sol que ilumina as montanhas
Quando em fulgidos raios nos vem
Despertando energia estranhas
Despertou-me a esperança também.
No meu seio a justiça aberto
Podem todos viver e fluir
Florestando olha já vem perto
A grandeza do nosso porvir.