O nome calçado originou-se de um boi preto, cujas patas eram totalmente brancas, chamado por isso, O Boi Calçado. O boi vivia solto e costumava pastar e descansar a sombra da árvore denominada barriguda. Essa árvore existia, onde é hoje o centro da cidade. Daí resultou a expressão para onde vais? Vou para Calçado. A cidade acha-se edificada em uma semi-encosta, declive de um oitizeiro.
Em 1825 era uma fazenda de propriedade do senhor Bernadino Alves do Nascimento, conhecido por Bernardo Pedra, devido seu rígido caráter. Existiam quatro casas onde residiam os senhores Tomas Vieira, Bernardino Alves do Nascimento, João Gonçalves e José Vieira.
Foi construída uma capela sob a invocação de Nossa Senhora de Lourdes. Teve como bem feitor o senhor Bernardino, que lhe doou a imagem de Nossa Senhora de Lourdes e um sino, recebidos de presente do Padre Moura, em um dos vários passeios em sua residência. Doou ao mesmo tempo o terreno para que fizesse parte do patrimônio da igreja, cujos direitos continuam vigorando até hoje. Com auxílio de sua santa protetora, que se encontra atualmente na Igreja Matriz, Calçado desenvolveu-se muito no decorrer dos anos.
Em 1845 já se achava bem povoado. Existia um número de noventa casas, destacando-se as residências dos senhores Cândido Alexandre e José Alexandre da Silva.
Calçado foi, no passado, grande centro comercial e industrial com a fábrica de beneficiar algodão, pertencente ao saudoso Cândido Alexandre. Passando a Vila em 1885, viveu muitos anos sob os domínios de Canhotinho, sendo a maior fonte econômica e política daquele município.
Em primeiro (01) de fevereiro de 1932 foi elevado a categoria de Paróquia, tendo como primeiro vigário os Padre Sizenando Sá Barreto. Sucederam-se outros padres, os quais contribuíram muito para o progresso do município.
Em início de fevereiro de 1963, nasceu nos corações dos Calçadenses um desejo de emancipação. Foram organizados os documentos necessários e enviados à Assembléia do Estado.
Tu nasceste entre estas colinas
E nas margens do Chata a banhar
O teu solo enfeitado de céu
O teu povo feliz a cantar
Calçado és a terra querida
Orgulho de todos os filhos teus
A matriz representa a grandeza
Resplandecendo o amor que nasceu
Teus colégios os mais conceituados
Onde a meta é sempre educar
Abrindo horizontes da vida
Pros teus filhos nele penetrar
Calçado tuas ruas ostentam
As mais belas paisagens que há
Fotografam no tempo a memória
De quem já foi criança a brincar
Os teus campos são férteis e verdes
Produzindo o que tudo plantar
O trabalho a coragem do homem
Faz a cidade mais prosperar
Calçado guardo sempre comigo
Neste peito a mais pura emoção
De nascer neste solo amado
Pois é teu este meu coração