Segundo relato de descendentes de primitivos de moradores, o local era habitado por indígenas conhecidos como Rodelas de Cabrobó. Depois, o Sr. Francisco Dias Dávila II, pertencente à dinastia sertanista da Casa da Torre, instalou-se com uma fazenda de criação de gado, que prosperou a ponto de receber o título de Paróquia, sabendo-se de sua existência já em 1696.
Anos mais tarde, índios Cariris invadiram-no e se apossaram da Ilha de Assunção, formada pelo Rio São Francisco.
Dados históricos encontrados no Dicionário Geográfico, Histórico e Estatístico de Sebastião Galvão, no começo desse século, o povoado onde atualmente é a sede do Município, era conhecido pelo nome de Brejão de Santa Cruz.
Por essa razão, foi erguida na localidade uma capela dedicada à Santa Cruz. Por ser uma região de clima agradável e de vegetação abundante, recebeu inicialmente, o nome Brejão, topônimo que foi adotado definitivamente, quando da criação do Município.
Em caravelas de terras distantes,
Bravos homens em naus a singrar
Novo mundo, Brasil, Rio São Francisco
Em paragens tropicais ancorar
Sesmarias, sertões tão distantes
Com bandeiras rio acima adentrar
Pelo sonho de em terras alheias
Entre serras e ilhas edificar
CABROBÓ, CABROBÓ ouço ainda a nação KARIRI
CABROBÓ, CABROBÓ, com tambores rufando alertar
Para chegada de nobres e vaqueiros
A existência da tribo TRUKÁ
Bravos homens vindo além do mar
Construir essa nova nação
Missionários e índios guerreiros
Se fundindo em um mesmo brasão
Sangue Negro trouxe a força bruta
De quilombos para miscigenar
O orgulho do povo da terra
O teu nome eu hei de eternizar
CABROBÓ, CABROBÓ ouço ainda a nação KARIRI
CABROBÓ, CABROBÓ, com tambores seguindo em procissão
Festejando em tom ecumênico
É beleza do grande sertão
Quando as águas do Rio São Francisco
Tuas terras ousaram inundar
Veio a fibra e a bravura dos homens
Para de novo dos escombros levantar
Na cebola força da agricultura
Na história tu tens para lembrar
Cassiano, Solônio, Dias Ávila
Gonçalo Coelho e o Coronel Trapiá
CABROBÓ, CABROBÓ ouço ainda a nação KARIRI
CABROBÓ, CABROBÓ, quando vejo a matriz imponente
Ganho a força e choro contente
À memória de Brígida Alencar