Envolta em poética lenda está a fundação de Bom Jardim. Conta-se que, no início do século XVIII, a rico fazendeiro pertenciam as terras em que hoje se localiza o Município. A fim de dar assistência religiosa aos moradores locais, seu proprietário contratou um capelão, que edificou sua morada numa elevação, rodeada de frondosas árvores, entre as quais se destacavam os paus-d'arco, pela beleza do colorido das flôres.
Um riacho circundava a floresta. Diariamente, ao nascer do sol, o velho cura orava e se extasiava com a beleza do sítio que sua vista dominava. Era um jardim majestoso, que até árvores de ouro ostentava, tal a impressão que Ihe davam as flôres amarelas dos paus-d'arco, banhadas pelos raios de sol. Certa vez exclamou: "Bom Jardim, sim é um bom jardim! De hoje em diante, este curato se chamara Bom Jardim". Desde que foi erigida a Capela, em homenagem a Nossa Senhora Santana, o povoado começou a crescer, habitado por mercadores de algodão do sertão da Paraíba. O arruamento aumentou depressa, com o movimento dos tropeiros que iam buscar aquele produto em Campina Grande, para beneficiá-lo no Recife.
Em 1876, os missionários capuchinhos construíram a bela Igreja Matriz, emestilo toscano. Dezessete anos depois, foi eleito o primeiro prefeito republicano. A luz elétrica foi inaugurada em 1923.
Torrão Natal, oh terra minha
Te quero bem! Te quero bem!
És meu prazer! És meu anelo!
Viver contigo, fazer-te bem! (2x)
Meu Bom Jardim de panaroma
Tão singular, tão singular!
Encata a todos os viajeiros!
Meu Bom Jardim, ei de te amar!