Cidade que tem a sua história ligada a diversos município da região. Por volta do ano de 1860, surgia uma aglomeração de habitantes à margem do rio Panelas, com a denominação de Capoeira.
Posteriormente, este núcleo residencial que progredia aos poucos, recebeu a visita de vários Franciscanos Capuchinhos em missão religiosa, destacando-se entre estes a figura memorável do Frei Ibiapina.
Foi por sugestão deste religioso, que foi modificado o nome do povoado para Belém de Maria, em cujo centro já se fazia sobressair a construção de uma capela dedicada a Nossa Senhora das Dores, presumindo-se seja esta capela a hoje Igreja Matriz da cidade, construção centenária, ostentando na sua fachada a data de 1873, tendo como padroeira a referida santa.
Pelos idos de 1910, tendo em vista o progresso alcançado pelo povoado, com a mesma denominação, foi elevado à categoria de vila, com sede do 5º distrito do município do Bonito, não se podendo precisar bem a data e o número do ato governamental a respeito.
Com as reiteradas divisões judiciárias do Estado, a vila foi incorporada ao Município de Lagoa dos Gatos, desconhecendo-se a data até após a evolução de 1930, quando foi incorporada ao Município de Catende, integrando-o como seu segundo Distrito, do qual foi desmembrado como Município autônomo por força da Lei nº 3340, de 31 de dezembro de 1958, integrado pelo Distrito de Batataira, com sede na vila do mesmo nome, desincorporado do Município de São Joaquim do Monte.
Por entre montanhas e rios,
Nasceste Belém de Maria,
Mãe que por seus filhos vela,
Na dor e na alegria.
Com tua terra,teu povo
Une-se em grande labor,
Fazendo com que Pernambuco,
Tenha um mais alto valor.
Tu és uma terra garbosa,
De nossa nação brasileira,
Tens a virtude por lema,
A paz por tua Bandeira.
Teu solo é vigoroso
E o teu povo é varonil,
Tu és ó Belém de Maria
Uma glória pro meu Brasil.
Aceita ó Belém de Maria,
O preito que te dedicamos,
Queremos por meio dele,
Dizer que muito te amamos.
Deus te conceda tuas bênçãos
E em meios aos teus cidadãos
A paz, a união e o progresso
Haja sempre em profusão.