Por uma concessão régia de Portugal, no princípio do século XVIII, existiu uma aldeia de índios, cujo chefe se dizia descendente do grande Camarão e que ficava localizada onde hoje é o engenho Benfica, então o Morgado do Cabo. concessionário de uma sesmaria de cinco léguas de terra. A referida sesmaria começava na Pedra do Conde, na praia de Tamandaré. e, tomando para o sul, abrangia grande parte dos terrenos atuais do município, onde foram erguidos os seus primeiros engenhos: Caraçu e Buenos Aires. A referida aldeia ficava entre esses dois engenhos. Os índios faziam grandes e freqüentes estragos nas lavouras circunvizinhas. Então, como uma medida protetora, o Morgado procurou conseguir do Governo a permuta dos terrenos dos índios por outros mais próximos do rio Una, onde eles pudessem viver da pesca e da caça com relativa facilidade. Deslocaram-se então, os índios para as margens do rio Una e situaram-se no ponto mais elevado. Aí foi levantada uma capela. hoje em ruínas, sob a invocação de São Miguel.
No começo do século passado, Diogo Pais Barreto instituiu um patrimônio a Santo Antônio, abrangendo meia légua desses terrenos, sob a condição de que nele se erigisse uma capela ao referido santo. Os seus herdeiros ratificaram essa disposição e a capela foi edificada, consoante o desejo do doador. Data daí o início do povoamento de Barreiros.
As escavações e depressões feitas nas circunvizinhanças pelos porcos do mato (caititus) para seus espojeiros deram o nome à localidade nascente, pois os índios começaram a denominá-la de barreiros. Muito próximo a êsses barreiros, o local onde começou a crescer e fixar-se um núcleo populacional, anos depois, tornou-se a sede do Município. A antiga aldeia dos índios ficou, então, conhecida pelo nome de Barreiros Velhos, enquanto que o local da atual cidade ficou sendo chamado apenas Barreiros.
Integrante pedaço de terra
Do Brasil pernambuco ela é,
Em teu seio fecundo se encerra
De um caboclo, alma sempre de pé.
Velha taba do Una bem perto
Foi começo de um grande rincão,
E hoje é um povo que luta liberto pela
Paz, pelo bem da nação.
Sempre em guarda Barreiros alerta
Vai marchando com calma e vigor
No futuro confia e desperta
Mostra ao mundo também seu valor.
Linda terra dos altos coqueiros
Terra linda dos canaviais
Em teu seio, grandes brasileiros
Viram a luz e ficam imortais.
Velho banguês, pedaço da historia
Ai estão pra falar do passado
Relembrando os teus dias de gloria
Pernambuco marchando ao teu lado