No início do século XX, residia no sítio Guarabiraba, o Senhor Manoel Lourentino dos Santos, homem profundamente religioso, que sempre se manteve fiel à religião católica.
Visando a manutenção do espírito religioso dos habitantes de Guarabira, o referido senhor idealizou a construção de uma capela dedicada a São João, santo de preleção dos moradores do sítio.
Para a realização daquela tarefa, a comunidade se dedicou, com afinco, num verdadeiro trabalho de "mutirão".
Em 1905, a construção da capela chegara ao seu término, e em torno dela já se destacava um aglomerado de casas, testemunhando o rápido crescimento da povoação.
Depois da construção da capela, a população teve a feliz lembrança de construir também na frente, um cruzeiro, símbolo destacado da fé que inspirava as pessoas ali residentes.
Com a rápida movimentação das pessoas que chegavam de outras áreas vizinhas e até de outras regiões, a localidade ficou conhecida pela denominação de São João da Barra.
O povoado, por se encontrar em área de terras férteis e propícias à agricultura, como a cana-de-açúcar, destinada inicialmente ao fabrico do açúcar banguê e aguardente, tornou-se um centro de atenção das populações vizinhas, em face da criação da feira livre semanal que se tornou famosa.
Com o desenvolvimento das atividades agrícolas e o comércio experimentando um progresso razoável, foi suficiente para que o povoado fosse elevado à categoria de vila em 1939.
Inicialmente, o distrito chamou-se Barra, depois Itapecó e finalmente Guabiraba, até sua emancipação política.
A origem do topônimo do Município de Guarabira, segundo notas encontradas a respeito, deve-se ao fato de por ali haver passado em viagem de estudos, o historiador Mário Melo, que avistando a barra próxima a confluência do rio Sirinhaém com Bonito Grande e existindo nesse local uma frondosa Guabiraba, o historiador extasiado com o que vira, teria chamado de Barra da Guabiraba.
Tão nova e tão pequenina
Como uma flor em botão
Uma cidade aparece
Como amor e exaltação.
Ao braço e amor do seu povo
Há de crescer bela e forte
No seio dos municípios
Do bravo leão do norte.
Avante, avante, avante
Avante querido torrão
Barra de Guabiraba
Tua gente te quer de coração.
A memória dos antepassados
De Enéas, Nominando e Miguel
Por todos serão sempre honrados
Todo o povo lhe será fiel.
Engenhos e cachoeiras
Cana-de-açúcar e café
Cobrem a gleba sagrada
De esperança e grande fé.
Trabalho há de ser sempre o lema
Para um futuro brilhante
Na vida desta cidade
A paz brilhará constante.