O povoamento do município de Aliança começou no século passado, com a presença de uma família muito unida, tendo como representantes três irmãos.
Com tendências progressistas e por iniciativa própria, fundaram no lugarejo, a primeira capela de taipa, marcando assim a intensificação do desenvolvimento da localidade, atraindo consequentemente, pessoas da vizinhança.
Com a vinda em 1862 de Frei Caetano, da Ordem dos Capuchinhos, com a finalidade de fazer missões e desenvolver outras atividades da igreja, o religioso encontrou da parte dos habitantes locais, acentuado espírito de solidariedade, inclusive a ajuda pessoal com trabalhos, na restauração da casa de orações.
A população conquistou a simpatia do missionário que entusiasmado, não poupou elogios e num sermão declarou – "isso aqui é uma aliança", sugerindo por último, que a localidade deveria ter o nome de aliança.
Daí a denominação que tomou o povoado, a vila e a cidade, conservada até hoje pela tradição.
Ó cidade onde o mar acende o cais
de uma estrela de ruas: Aliança
tu recuas da mata e o verde avança
com a bandeira dos teus canaviais.
Eis que um tempo de engenho, avós e pais,
vêm do branco, do negro e do tupi,
o futuro é agora e é aqui
no passado presente na memória desta terra onde o povo escreve a história
sobre as águas do Rio Siriji.
Deus te deu a natureza
livre de cercas e redes; o branco de um rio-nuvem
o azul de um céu sem paredes o amarelo dos canários
e os verdes das canas verdes.
Amanhece um dia em cada ano
sob o fogo no pássaro solar, quando a noite abre o peixe do luar
brilham chuvas de escamas no oceano que tem arcos e flechas: Laureano,
onde o verde de azul na luz se veste e da praia-sertão à mata-agreste.
Macujê, Tupaoca, Upatininga, do bagaço espremido pela Usina
onde o pranto é suor, sangue é Nordeste.
Deus te deu a natureza
livre de cercas e redes; o branco de um rio-nuvem
o azul de um céu sem paredes o amarelo dos canários
e os verdes das canas verdes.
Tu que vens da montanha e sua Chã
como uma onda de homens que se lança dos irmãos aliados de Aliança,
Chã do Esconso e Caueiras no amanhã tens a paz por destino e sua clã
de silêncio em teus muros, ó cidade, mas na hora em que a Pátria é a verdade
os teus lábios se rompem contra a voz que guardada no peito é mais feroz
e lutar por um nome: Liberdade.
Deus te deu a natureza
livre de cercas e redes; o branco de um rio-nuvem
o azul de um céu sem paredes o amarelo dos canários
e os verdes das canas verdes.